quinta-feira, 28 de maio de 2015
sábado, 9 de maio de 2015
segunda-feira, 27 de abril de 2015
As 5 mudanças no território Europeu após a I Guerra Mundial
No dia 28 de julho de 2014, a Primeira Guerra Mundial completa 100 anos.
O conflito envolveu praticamente o mundo inteiro por um simples motivo: as
potências que iniciaram a guerra eram grandes Impérios. De uma lado, os aliados
ou Tríplice Entente, com o Império Britânico, Império Russo e França. De outro, o Império Austro-Húngaro, Império
Alemão e Itália (que depois acabou mudando de lado) – e ainda, o apoio do
Império Turco Otomano, aliado à Alemanha contra a Rússia. Com o fim da guerra,
em 1918, muitas mudanças ocorreram, não só políticas, mas também geográficas: 4
impérios deixaram de existir, além do surgimento de vários países. Conheça as 5
maiores mudanças no mapa europeu após a Primeira Guerra Mundial.
5. Império Britânico
O Império
Britânico foi, em seu auge, o maior império da história, com 33,7 milhões de
km² em 1920. Porém, nessa mesma época, já tinha perdido boa parte de seu
poderio. No final do século XIX, a ascensão da Alemanha e dos Estados Unidos
afetou a liderança econômica do Reino Unido.
Os britânicos
permaneceram neutros nos meses iniciais da Primeira Guerra Mundial, mas
acabaram entrando no conflito quando a Alemanha invadiu a Bélgica. Os domínios
do Império Britânico participaram da guerra ao lado da Inglaterra, mas o
esforço financeiro para sustentar a vitória diminuiu muito seu poderio
industrial e militar.
Assim, pouco a
pouco, nos primeiros anos pós-guerra, ocorreu uma reorganização dos territórios
do Império, com algumas colônias conquistando independência. Na Europa, a
Irlanda estabeleceu o Estado Livre Irlandês, separando-se do Reino Unido,
através do Tratado Anglo-Irlandês, assinado no pós-guerra, em 1921. A Irlanda
do Norte decidiu manter-se unida ao Império Britânico.
4. Império Turco Otomano
Fundado em 1299,
o Império Turco Otomano foi a única potência muçulmana a desafiar o poderio da
Europa Ocidental. Eles disputavam os Balcãs com o Império Austro-Húngaro e com
os russos, envolvendo-se em guerras com os últimos nos séculos XVIII e XIX. Porém,
no século XIX, o poderio dos Turcos Otomanos estava diminuindo e seu império
entrou em declínio. Os primeiros a conquistar a independência foram os gregos,
em 1821, seguidos por Sérvia, Bulgária, Romênia e Montenegro. Na mesma época,
os povos mulçulmanos que viviam ali fugiram e foram se refugiar no território
da atual Turquia.
Em 1908, a
Revolução dos Jovens Turcos limitou o poder do sultão com a convocação do
parlamento otomano e a restauração da Constituição – um dos marcos na
dissolução do Império. Durante a guerra civil turca, o Império Austro-Húngaro
anexou a Bósnia e Herzegovina. Se seguiram várias disputas na região ao longo
dos anos, como conflitos contra os italianos, a guerra dos Balcãs e a Ferrovia
Berlim-Bagdá, uma das causas da Primeira Guerra.
O governo dos
Jovens Turcos tinha um tratado secreto com a Alemanha contra a Rússia, o que os
incluía no lado da Tríplice Aliança. Após a guerra, o Tratado de Sèvres,
assinado entre os Aliados e o Império Otomano em 1920, desmantelou o império de
uma vez por todas. Além dos territórios do Oriente Médio, todos os territórios
turcos na Europa foram entregues à Grécia, com a exceção de Constantinopla. A
república da Turquia foi formada após a guerra de independência turca. Hoje são
40 novos países criados a partir daquele antigo Império Turco Otomano.
3. Império Alemão (ou Império Prússio)
Esse império
surgiu em 1871 com a tardia unificação alemã. O “atraso” fez com que a Alemanha
se ressentisse de não ter participado da divisão dos territórios africanos.
Além disso, havia uma forte rivalidade (e alguns conflitos) com os vizinhos
França, Rússia e Áustria-Hungria. Na segunda metade do século XIX, eles se
envolveram em guerras entre si disputando territórios.
Na mesma época,
o país passou por uma rápida industrialização e crescimento populacional,
tornando-se uma potência econômica. Ainda assim, mesmo com o investimento na
militarização e os esforços coloniais, o Império Alemão tinha pouco tamanho, se
comparado a outras potências como Reino Unido e França.
A Alemanha era
aliada do Império Austro-Húngaro desde 1879, e deu seu apoio quando ele
declarou guerra à Sérvia, devido ao assassinato do Príncipe Francisco
Ferdinando. Com isso, Rússia e França entraram no conflito, iniciando a
Primeira Guerra Mundial. A derrota da Alemanha na guerra foi consolidada pelo
Tratado de Versalhes, assinado em junho de 1919. O Império Alemão não só perdeu
todos os seus territórios ultramar, mas também parte de suas terras para a
França, Bélgica e Polônia (país que se restaurou após a guerra).
Além da grande
perda de seus domínios, a Alemanha também precisou pagar indenizações por sua
responsabilidade pela guerra, o que causou uma séria crise econômica no país.
Tais acontecimentos contribuíram para a ascensão nazista ao poder alemão e,
consequentemente, para a eclosão da Segunda Guerra Mundial.
2. Império Russo
O Império Russo,
que durou de 1721 a 1917, cobriu o Leste Europeu, a Ásia Central e até a
América do Norte (Alasca), sendo um dos maiores impérios da história. Pouco
antes da Primeira Guerra, a Rússia era uma das últimas monarquias absolutistas
na Europa, com uma riqueza de mais de 250 bilhões de dólares. Porém, isso não conseguiu
evitar crises econômicas e problemas sociais e políticos, gerados pela
insatisfação da população com o autoritarismo do sistema czarista.
Em 1898, surgiu
o Partido Operário Social-Democrata Russo, o primeiro partido político baseado
nas ideias marxistas. Em 1905, ocorreu uma grande marcha, com um milhão e meio
de pessoas indo em direção ao Palácio de Inverno reclamar por mais direitos
sociais e políticos. A resposta do Czar foi uma ordem para atirar nos
protestantes, evento que ficou conhecido como Domingo Sangrento. O resultado
disso foi ainda mais agitação e mais movimentos anti-governo.
A entrada do
Império Russo na Primeira Guerra Mundial só piorou as coisas. Eles tinham como
objetivo conquistar novos territórios e obter acesso ao mar Mediterrâneo e, por
isso, se juntaram à Tríplice Entente. Porém, durante o conflito, a Rússia
perdeu muitas terras, viu metade do seu efetivo militar morrer e sofreu com uma
paralisação da indústria, que acarretou a diminuição da produção agrícola e,
consequentemente, uma inflação generalizada.
A Revolução de
Fevereiro (que no calendário ocidental ocorreu em março de 1917) derrubou o
Czar e estabeleceu uma república. Depois, na Revolução de Outubro (novembro, no
nosso calendário), o Partido Bolchevique tomou o poder e impôs o governo
socialista soviético. Uma das prioridades do novo governo foi a retirada da
Rússia da guerra, e daí a assinatura do Tratado de Brest-Litovsk, em 1918. Com
o tratado, a Rússia abriu mão de territórios, formando novos países: Finlândia,
Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Bielorrússia e Ucrânia (os dois últimos,
porém, passaram a integrar a recém formada União das Repúblicas Socialistas
Soviéticas).
1. Império Austro-Húngaro
O Império
Austro-Húngaro, ou Áustria-Hungria, surgiu em 1867, sucedendo o Império
Austríaco que fez um acordo com a nobreza Húngara. Entre suas principais
cidades estavam Viena, Budapeste, Praga, Cracóvia, Zagreb, entre outras. Antes
da Primeira Guerra Mundial e de sua dissolução, o Império chegou a ter mais de
670 mil km² e 52,5 milhões de habitantes.
O problema era
que as minorias étnicas eslavas, uma parcela significativa da população, não
tinham plenos direitos aos olhos dos governantes, e isso contribuiu bastante
para a desintegração do império. Havia também um grande interesse desse império
na região dos Balcãs, o que gerava conflitos com as nações vizinhas,
principalmente a Rússia, mas também com nações menores – que também tinham seus
projetos expansionistas -, como Bulgária e Sérvia.
O assassinato do
herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro por um nacionalista sérvio em
Saravejo, foi a gota d’água para o início da Primeira Guerra Mundial. O sistema
de alianças entre os países europeus e as várias tensões no continente só
precisavam de uma faísca para o conflito de maiores proporções explodir. A
Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia, que foi apoiada pela Rússia. Os
alemães entraram no conflito por conta de um acordo anterior com os austro-húngaros,
e a França por causa de uma aliança com a Rússia. E assim, mais e mais nações
foram se posicionando e ampliando as dimensões da guerra.
No final da
Primeira Guerra, quando já estava claro que a Tríplice Entente venceria, os
grupos étnicos que queriam mais direitos e autonomias passaram a exigir
independência. Surgiram vários estados sucessores: a Áustria e a Hungria se
tornaram repúblicas separadas, com parte de seus territórios transferidos para
países vizinhos, como a Transilvânia, que passou a fazer parte da Romênia.
Também surgiram a Tchecoslováquia e a Iugoslávia (tomando o território que
pertencia à Sérvia e Montenegro). A Albânia passou a fazer parte do mapa, em
uma região que continuou vivendo conflitos muito depois da Primeira Guerra.
domingo, 26 de abril de 2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
terça-feira, 31 de março de 2015
I Guerra Mundial
Nos anos que antecederam a 1ª
Guerra Mundial, a Europa vivia um clima de rivalidade entre as grandes
potências, que disputavam colônias na África e na Ásia, além de territórios
dentro do próprio continente.
Em um período chamado de
"paz armada" (1871-1914), esses países protagonizaram uma corrida
armamentista que aumentava a tensão nas relações internacionais. O continente
era um barril de pólvora e bastava uma faísca para que explodisse. O estopim
foi um crime político.
O fato que culminou na 1ª Guerra
Mundial foi o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, príncipe herdeiro
do Império Austro-Húngaro, e de sua mulher, Sofia. Eles foram vítimas de um
atentado durante visita a Sarajevo – ato com importante conteúdo político, pois
buscava demonstrar o domínio austríaco sobre a região.
O crime aconteceu em 28 de junho
de 1914. O autor dos disparos foi Gavrilo Princip, estudante sérvio-bósnio
ligado a uma organização nacionalista. Um mês depois, em 28 de julho, o Império
Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia, dando início ao confronto.
Diante da declaração de guerra
dos austríacos, os russos se mobilizam para ajudar os sérvios, seus
"irmãos" eslavos dos Bálcãs. No dia 3 de agosto de 1914, a Alemanha,
aliada dos austríacos, declara guerra à França. O exército alemão avança rumo à
França.
Por causa da política de
alianças, em pouco tempo praticamente toda a Europa está envolvida no conflito.
De um lado estavam os países da Tríplice Aliança (Alemanha, Itália e Império
Austro-Húngaro) e, do outro, a Tríplice Entente (Reino Unido, França e Rússia).
Em maio de 1915, a Itália, que
pertencia à Tríplice Aliança (mas até então estava neutra), declara guerra ao
Império Austro-Húngaro e muda de lado, indo a combate do lado da Entente, em
troca da promessa de receber territórios.
Apesar de ser um conflito
essencialmente europeu, a guerra envolveu os Estados Unidos e o Japão, e as
colônias das potências da Europa também foram campos de batalha.
Em outubro de 1917, o Brasil
declarou guerra à Alemanha pela mesma razão dos Estados Unidos: meses antes,
navios mercantes brasileiros haviam sido afundados por submarinos alemães. Sua
participação, porém, foi pequena e teve poucos reflexos na guerra.
A primeira fase da guerra foi
marcada pela Batalha de Fronteiras. O exército alemão tentava chegar a Paris
pelos limites da França com a Alemanha e a Bélgica – até então um país neutro.
Após vencer a resistência das
forças belgas, os alemães conseguiram entrar em território francês pela
fronteira do país. Em apenas um dia, 22 de agosto de 1914, 27.000 soldados
franceses foram mortos, na mais importante perda para as tropas do país. Uma
das principais caraterísticas dos confrontos foi o uso de trincheiras – frentes
estáticas escondidas em valas cavadas no chão, protegidas por arame farpado.
Foi em território francês que se
travaram as principais batalhas da guerra. As mais devastadoras foram as de
Verdun e Somme. A primeira durou de fevereiro a dezembro de 1916. O exército
francês empenhou todos seus esforços para conter as investidas alemãs no
nordeste do país. A batalha terminou com mais de 700.000 baixas.
A segunda começou em julho de
1916 e durou cerca de cinco meses. Os exércitos da França e da Grã-Bretanha
investiram contra a linha de defesa alemã na região do Rio Somme, mas não
tiveram êxito. Foi o conflito mais letal da guerra, com 1,2 milhão de vítimas –
entre mortos e feridos de ambos os lados.
As duas batalhas ocorridas na
região do Rio Marne, no leste de Paris, foram decisivas. A primeira, em
setembro de 1914, foi a contraofensiva franco-britânica que conteve o avanço
das tropas alemãs – que já haviam ocupado parte da Bélgica, invadido a França e
se encontravam a menos de 40 km da capital francesa. O general que comandava as
tropas recrutou todos os táxis de Paris para levar cerca de 4.000 homens ao
fronte.
Dois anos depois, já com os
Estados Unidos lutando na guerra no lado da França e da Grã-Bretanha, houve a
segunda batalha do Marne, que marcou o início do recuo geral das forças alemãs.
Em julho de 1918, com a ajuda dos americanos, os exércitos aliados conseguiram
barrar o avanço do exército alemão, em um conflito que causou centenas de
milhares de baixas em ambos os lados.
A entrada dos Estados Unidos na
guerra foi determinante para o desfecho do conflito. O país decidiu declarar
guerra à Alemanha, em abril de 1917, após ter navios mercantes naufragados ao
serem atingidos por submarinos alemães no norte do Oceano Atlântico e também no
Mediterrâneo – o que afetava profundamente seus interesses comerciais.
Foi ao lado dos americanos que os
países da Entente conseguiram reagir de forma mais efetiva contra as investidas
do exército alemão.
A corrida armamentista que
precedeu a 1ª Guerra resultou no rápido desenvolvimento da indústria bélica das
grandes potências. Durante o confronto, os países usaram armas com poder
destrutivo jamais visto na época.
Das baionetas, os exércitos
passaram às metralhadoras, frotas de encouraçados, submarinos, tanques de
guerra, lança-chamas e gases tóxicos. Os aviões, que antes serviam apenas para
observação, começaram a ser usados em bombardeios.
Em 22 de abril de 1915, a
Alemanha fez o primeiro grande ataque com uso de gás tóxico, que devastou as
linhas inimigas na Bélgica. Os exércitos começaram a usar máscaras para se
protegerem dos gases, entre eles o lacrimogêneo e o mostarda.
O Império Turco-Otomano, aliado
dos alemães, entrou no conflito no final de 1914. Sua derrota fragmentou ainda
mais o já fragilizado império, que acabou sendo dissolvido em 1923, quando foi
proclamada a República da Turquia.
Foi durante a 1ª Guerra que
começou o genocídio armênio pela mão dos turcos, em abril de 1915. Os homens
eram levados para o fronte, onde eram mortos enquanto cavavam trincheiras.
Crianças, idosos e mulheres eram tirados de suas casas para "caravanas da
morte", onde sucumbiam ao frio, à fome e às doenças. Os armênios afirmam
que o número de mortos chegou a 1,5 milhão.
No contexto da 1ª Guerra começou
a Revolta Árabe contra o Império Turco-Otomano, em 1916, com o apoio da
Grã-Bretanha. O movimento abriria caminho para uma nação árabe independente.
Em novembro do ano seguinte, oito
meses após o czar Nicolau II abdicar, começa a Revolução Russa. Em dezembro, o
país assina o armistício com a Alemanha e sai da 1ª Guerra.
Após a Entente começar a dominar
as batalhas, o Império Turco-Otomano assina o armistício em outubro de 1918. Em
novembro foi a vez do Império Austro-Húngaro, seguido pela Alemanha – que
assinou o cessar-fogo em 11 de novembro de 1918, dois dias após o Kaiser
Guilherme II abdicar e ser proclamada a República na Alemanha. Após quatro
anos, a guerra terminava com 10 milhões de mortos e 20 milhões de feridos.
Estima-se que a 1ª Guerra
mobilizou mais de 70 milhões de soldados dos cinco continentes e gerou custos
da ordem de 180 bilhões de dólares. O conflito teve ainda 6 milhões de
prisioneiros e 10 milhões de refugiados.
Em junho de 1919, é assinado o
Tratado de Versalhes, que impôs as condições de paz – as mais duras para a
Alemanha. O país perdeu todas as suas colônias, foi desarmado, teve parte de
seu território ocupado militarmente e ainda precisou pagar uma pesada
indenização pelos custos da guerra.
fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/entenda-1-guerra-mundial-em-20-fotos-da-epoca.html
Assinar:
Postagens (Atom)
QUESTÕES - 8 ANO : PADRE JOSÉ DILSON DÓREA
QUESTÕES : AMÉRICA LATINA 1. SOBRE A REGIONALIZAÇÃO DO CONTINENTE AMERICANO , RESPONDA: A. QUE CRITÉRIOS PODEMOS UTILIZAR PARA REGION...
-
Projeção de Mercator Nesta projeção os meridianos e os paralelos são linhas retas que se cortam em ângulos retos. Manteve as form...
-
O desenvolvimento dos meios de comunicação e transportes, tornaram necessário a padronização dos horários pelo mundo. Para isso foi criado ...




































